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Do grão para a mesa: afinal, como é produzido o Café?

Conheça as etapas da produção do café e quais são os processos que fazem dele irresistível!
Grãos de café para a mesa

 

Café é uma paixão nacional, todo mundo sabe!

Quando a gente toma aquele tradicional cafezinho cheio de aroma e sabor nem imagina que ele percorreu um longo caminho até chegar à nossa xícara. Mas a verdade é que, para que ele seja tão gostoso e possamos apreciar toda essa qualidade, o café precisa seguir um procedimento criterioso!

Entre as lavouras e o produto finalizado, torrado e moído para o consumo há diversas etapas que precisam ser seguidas à risca para um resultado satisfatório. No passado e até hoje existem métodos naturais de produção do café, feitos de formas artesanais em sítios e fazendas.

Claro que ao longo dos anos as formas de cultivo foram se aprimorando, passando por etapas automatizadas em fábricas e máquinas que aceleraram o processo de produção do café até chegar às prateleiras dos supermercados.

Seja feito de forma mecânica ou manual, o café tem a linda capacidade de nos despertar sentimentos e memórias, trazendo através do aroma e do paladar as melhores lembranças de vida.

Quem é que não sente aquele gostinho de infância quando sente o cheiro do café passando pelo coador? E aquela saudade que bate do sítio, da casa dos avós, do café da tarde com bolo de fubá e pão de queijo?

Café tem gosto de vida e de bons momentos. Por isso, nada melhor do que conhecer um pouco da história e dos processos de produção desse produto que tem cara e sabor de felicidade.

 

Plantando a Semente

Café, plantando a semente

O plantio do café é feito em duas etapas e requer tempo para o desenvolvimento da planta. (Foto: Notícias Agrícolas)

 

Para o café chegar em pó prontinho para o nosso consumo, o primeiro passo é plantar a semente e cultivá-la.

Esse é um trabalho que requer cuidado, carinho e dedicação, porque de início a semente é plantada num viveiro até que germine, sendo transferida para o solo do cafezal somente quando se torna muda.

Há, antes do plantio, uma análise criteriosa das sementes e também a escolha da variedade do café: existem mais de 25 tipos! As sementes mais cultivadas são a Arábica, usada em preparos de cafés especiais, e a Robusta, mais comuns para comercialização.

Plantio do café e variedade de grãos

O café Arábica e o café Robusta são os mais consumidos mundialmente. (Foto: Canal – Cometas)

 

Embora o Arábica seja destinado a cafés especiais por causa do seu alto custo de produção, 70% do consumo mundial é proveniente de seus grãos.

Apenas 1/3 é referente ao Robusta, um grão que produz cafés com alto índice de cafeína e que geralmente é comercializado misturado a outras variedades, ao que chamamos de blends de café.

Diferenças do café Arábica e Robusta

Mais ácido e com menos cafeína, o café Arábica tem maior custo comercial e é muito utilizado em cafés gourmets. (Foto: Abic – Associação Brasileira de Indústria de Café)

 

Após o transporte da muda para o futuro cafezal, leva-se cerca de 3 a 4 anos para que os primeiros frutos nasçam e sejam colhidos. Ou seja, a primeira etapa requer tempo e paciência!

 

Colhendo os frutos

Cholheita manual do café

A colheita manual dos grãos leva tempo, trabalho e dedicação! (Foto: Agência Minas)

 

Como o plantio acontece na primavera, já no início do verão surgem os primeiros frutos nos pés de café. Porém, um café de qualidade necessita que os frutos sejam colhidos maduros, então a colheita só acontece por volta de maio a agosto.

Quando o café atinge tons avermelhados ou amarelos, dependendo da variedade, é hora de colher! Quem já teve contato com a vida no sítio deve se lembrar de como esse processo é feito de forma manual, selecionando os frutos mais maduros e apanhando um a um.

Isso leva tempo e muita mão de obra! Devemos mesmo é valorizar todos os trabalhadores que executam essa função nos cafezais, uma vez que essa dedicação resulta naquele café cheiroso e gostoso que muitas vezes nem sabemos que foi colhido manualmente direto do pé.

Já as grandes fazendas produtoras de café dispõem de menos tempo para colheitas manuais, recorrendo à agilidade e praticidade das máquinas. De forma mecânica e muito rápida, grandes quantidades de frutos são colhidos e colocados em sacas. Mas esse trabalho todo ainda não acabou antes do grão de ser levado às fábricas!

Colheita mecânica, grãos de café

A colheita manual dos grãos leva tempo, trabalho e dedicação! (Foto: Agência Minas)

 

Lavagem e Despolpamento

A próxima etapa após a colheita é a lavagem dos frutos para a remoção de sujeiras e impurezas como terra, folhas, pedaços de madeira, pedra, insetos e afins. Aqui outra função importante é realizada: o descarte de frutos que não estejam maduros o suficiente.

Essa separação é feita de forma interessante, despejando toda a colheita em tanques de água. Assim, frutos mais maduros boiam na água e os mais verdes submergem. Após esse procedimento, hora de separar a polpa e o grão do café!

No passado e mesmo hoje nos sítios e cafezais mais simples, o despolpamento é feito em tanques onde a água se mantém em movimento o tempo todo até que toda a camada que envolve o grão se dissolva.

O café fica nesse processo de 12 a 48 horas para fermentar através de enzimas naturais que removem a mucilagem em torno dos grãos. Nas fazendas mais modernas, isso é feito de forma mecânica, com máquinas que retiram a casca e a polpa do café, separando o grão puro.

Processo de fermentação do Café

Mergulhados em grandes tanques de água, os grãos sofrem o processo de fermentação e mucilagem. (Foto: Economia Uol)

 

Concluída essa etapa, finalmente é hora de ir para as fábricas!

 

Secagem

Na produção dos grandes cafeicultores, essa é a hora em que os grãos são levados às indústrias para mais uma etapa importante: a secagem. Como ficaram na água por bastante tempo, os grãos precisam passar por um procedimento de secagem completa.

Para isso, máquinas secadoras cumprem essa função a temperaturas de 140 graus e 12,5% de umidade, secando os grãos em pouco tempo. Mas, e quem não dispõe dessa tecnologia toda?

Os produtores menores executam um procedimento que já era feito desde o os primórdios do cultivo de café no Brasil. Quem tem ou teve um avô, tio, ou um amigo mais velhos que produzia café deve se lembrar de grandes terreiros com grãos expostos ao sol por dias e dias.

Essa secagem natural leva cerca de semanas para ser concluída! Os grãos ficam espalhados sobre mesas próprias para isso ou sobre o piso para incidência do sol durante o dia, sendo cobertos à noite. Durante o processo, os grãos são regularmente mexidos para que seja seco por completo e igualmente.

Processo de secagem do Café

A secagem natural leva semanas e consiste em expor os grãos ao sol até que sequem por completo. (Foto: Moccato)

 

Então, para grandes e pequenos produtores, os grãos seguem para a torra!

 

A Torra do Café

A Torra do Café

A torra define a intensidade de sabor do café produzido. (Foto: Pressca)

 

A torra do café varia em temperatura e tempo de acordo com a variedade do café a ser produzido. A coloração verde (cru) dá lugar ao marrom que nós conhecemos e tanto apreciamos. Os tons mais escuros sugerem torras mais fortes e sabores mais amargos.

A torra leve produz um grão marrom claro, ideal para cafés mais suaves e aromáticos, porém mais ácidos. Sabe aquele cafezinho expresso das máquinas? Geralmente são feitos com esse tipo de grão.

Já a torra média resulta em grãos mais equilibrados em acidez, amargor e aroma resultando num café cheio de sabor e ideal para ser consumido com coadores de pano e filtros de papel. Por fim, a torra escura garante um café forte, mais amargo e pouco ácido.

Tipos de torra do café

A torra confere ao grão verde, ainda cru, diferentes tons de marrom e de sabores. (Foto: MiCafé)

 

Como deu pra perceber, essa é uma parte bem importante do processo de produção, né? Mas ainda não acabou!

 

A Moagem do Café

Processo de moagem do café

O processo de moagem pode ser feito em grandes indústrias ou artesanalmente em moedores manuais. (Foto: Vila Café)

 

Da mesma forma que a torra, o estilo da moagem feita interfere diretamente no resultado porque varia de acordo com a finalidade de preparo do café. A moagem pode ser fina, média ou grossa.

Para cafés mais rápidos é necessário uma moagem fina o suficiente para a água absorver o sabor passando rapidamente por ele. É o caso do café expresso, que conta com um estilo fino de moagem.

Já as cafeteiras com filtro e o tradicional cafezinho que a gente faz em casa no coador precisam de uma moagem um pouco mais grossa, já que a água passará pelo filtro de forma menos rápida e precisa de tempo para que o café fixe seu sabor nela.

 

Do grão para a mesa

Depois de moído, os grãos devem ser embalados e comercializados. É claro que, antes de chegar às prateleiras, o café ainda passa por testes de sabor e qualidade, uma vez que precisa atender aos requisitos dos órgãos de fiscalização.

A nós, só resta valorizar o trabalho nas lavouras e fábricas, e apreciar os diversos tipos de café que fazem a nossa alegria todos os dias!

Café: do grão para a mesa

Quem é que resiste àquele cafezinho com pão, bolo, queijo e as delícias que a gente ama? (Foto: Amo Kitchenaid)

 

Um pouco de História

Não é de hoje que o café conquistou o paladar e o coração dos brasileiros. Sendo atualmente uma das bebidas mais consumidas no mundo, o café chegou ao Brasil em meados do século XVIII, ganhando força comercial somente no início do século XIX.

No passado, o cultivo se deu através da mão de obra escrava, que preparava os grãos nas fazendas desde o plantio até os portos, de onde era exportado. Anos mais tarde, com a abolição da escravatura, os colonos imigrantes europeus e japoneses deram sequencia ao trabalho nas lavouras.

Imigração, a história do café

Milhares de imigrantes, sobretudo italianos, que desembarcaram no Brasil, fugidos da 2ª Guerra, trabalharam nas lavouras de café colhendo e preparando os grãos para comercialização. (Foto: Museu da Imigração)

 

Com isso, se iniciou no Brasil o chamado Ciclo do Café, que perdurou até quase metade do século XX, e fez do país o maior produtor de café no mundo e um exportador de grande influência no mercado mundial.

Londrina se tornou referência na produção de café devido à chamada terra roxa, um solo adequado e extremamente fértil para o cultivo dos grãos.

Por causa da produção em larga escala e a qualidade do produto, a cidade passou a ser conhecida como a “Capital Mundial do Café”, gerando grande desenvolvimento econômico e urbano para o município.

 

Tipos de preparo do Café

Com a evolução do mercado do café, diversos tipos de preparos foram surgindo, com a adição de outros ingredientes à bebida, como licores, conhaque, chocolate, canela, sorvete, leite condensado, chantilly, entre outros.

A variação também se dá na quantidade de água colocada e na proporção de café. Cada preparo tem um sabor específico e um nome diferente.

Tipos de preparo para o café

Não se perca na nomenclatura! Os diferentes preparos de café dependem das quantidades e proporções de água e pó em cada estilo! (Foto: Mexido de Ideias) – [ Clique na imagem para ampliar ]

 

Esclarecendo que as quantidades variam de acordo com a xícara ou caneca em que a bebida será feita. O que deve ser mantido para não ter erro no preparo é a proporção de cada ingrediente, certo?

Mesmo com toda essa diversidade de preparos e receitas, há quem não abra mão da tradição do bom e velho cafezinho preto. Seja como for, o que vale mesmo é ter aquele café gostoso sempre à mão na hora certa!

Para garantir isso e deixar tudo ainda mais confortável para apreciar a bebida, monte um cantinho do café bem acolhedor! No blog nós demos 30 dicas incríveis de como fazer, dá uma conferida!

Depois de tanto trabalho pro café chegar do campo até a mesa, é mais que merecido ter um espacinho especial pra poder degustar com calma, né?

 

por Camila Viol.

Fontes: Terra – Culinária | Moccato Blog | Turismo Vale do Café | Blog do Café